13 de set. de 2013



Trabalho de Urbanismo e Meio Ambiente II sobre o tema: Rede Viária em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
 

9 de set. de 2013



Escolha de 3 sites de arquitetos utilizados de referência de layout para este blog.
Richard Meier & Partners Architects
Oscar Niemeyer
Gil Carlos de Camillo

 
     
         

         
               “As Formas do Saber”, entrevista com o filósofo francês Pierre Lévy, reconhecido mundialmente por suas reflexões sobre internet, sociedade e cibercultura, apresenta sua percepção sobre os processos evolutivos e suas dinâmicas: o homem no centro da criação e das mudanças que levam à inteligência coletiva.
                Fascinado pela questão do pensamento, Pierre Lévy demonstrou interesse pelo chamado cérebro eletrônico, se perguntando “Como é que se pode reproduzir o pensamento com seres que não são vivos, com máquinas?". Para Pierre, o computador, capaz de aumentar e transformar a inteligência, modifica o modo de pensar do pensador e traz novas possibilidades de se fazer pesquisa.
                  “A internet é a revolução”. O filósofo acredita que toda a sociedade ia ser transformada, pondo em jogo a comunicação, o pensamento, a percepção, a memória, etc., pois a internet afeta todas as dimensões do pensar humano.
             Desenvolvida pelo exército americano para facilitar o trabalho dos pesquisadores, a Internet possibilitou a interconexão das redes, sendo posteriormente um movimento social de jovens que vivem em grandes metrópoles interessados numa revolução técnica em busca de novas técnicas de comunicação interativas e comunitárias.
                  Aquilo que nós conhecemos como sendo ‘humano’ está constantemente sendo modificado pelas novas tecnologias que nos são propostas. É errado separar o deslocamento físico e o contato concreto da comunicação e troca de informações, pois estamos vivendo um aumento de contato, de trocas e de interconexões de todos os tipos: materiais e virtuais. 
             Criamos a imprensa, e com isso todas as partes do mundo foram interconectadas. Por outro lado, também inventamos o automóvel e o telefone, permitindo o desenvolvimento de todos os tipos de relações na mesma época: os contatos físicos diretos e a telecomunicação. Os dois avanços são paralelos.
             Dessa forma, não podemos concordar com o pensamento de que uma pessoa não sai de casa por possuir toda a tecnologia, pois isso corresponde à realidade de uma minoria, um produto da imaginação. Quanto mais acesso a tecnologia uma pessoa possui, mais essa pessoa busca novas experiências, novas informações, novos lugares. 
          Ainda sobre a influência dos avanços tecnológicos em nossas vidas, Pierre aborda o assunto da engenharia genética, dizendo que esta modifica de maneira muito importante o meio ambiente da espécie humana, fabricando novas espécies de plantas, animais, bactérias, remédios e etc. Diz ainda que temos o perigo de não modificar só o meio ambiente da espécie humana, mas a própria espécie humana. “Quanto mais a informação for amplamente distribuída, mais ela valerá”. Pierre defende que é melhor saber o que está em jogo do que simplesmente fechar os olhos. 
        A partir do assunto debatido pelo filósofo, podemos perceber como todos os desenvolvimentos tecnológicos ocorridos desde o surgimento do tema “tecnologia” como é conhecido atualmente até os tempos de hoje foram capazes de alterar os mais variados campos de atuação humana. Da medicina à arquitetura, presenciamos uma enorme evolução nos métodos utilizados. Em arquitetura, por exemplo, alterou-se desde o modo de se fazer projeto – antigamente apenas com lápis e papel, e hoje em dia também com o auxílio de inúmeros programas de computador – até o modo de pôr em prática tais projetos – maior flexibilidade na construção, antigos problemas de construção passam a ser solucionados, etc. 
            “O computador não existe. Na verdade, é uma embalagem.” Quando nos referimos às mudanças que o computador traz para nossas vidas, estamos apenas usando uma simplificação, pois estes são apenas elementos de um processo que vem ocorrendo, apenas parte desse enorme desenvolvimento tecnológico.
 “Estamos num sistema de fluxos contínuos, de transformações”, Pierre Lévy.